O Cavaleiro do Empreendedorismo Ressurge.
Quando você tem um propósito, as pessoas podem até te quebrar no meio que você arruma um jeito de se dependurar nas suas crenças e subir do fundo do poço motivado apenas pelo empreendedorismo.
“Para controlar o medo, você precisa se tornar o medo”.
Sim, você pensou certo. Esse artigo vai falar sobre o filme Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge. E prepare-se, porque estamos diante do melhor filme de super-heróis (ou não) baseado nos quadrinhos de todos os tempos.
Eu posso fazer um paralelo entre dois lados do empreendedorismo nesse filme do Batman.
O primeiro, do fantástico Bruce Wayne. Falido e golpeado por trás – em uma farsa criada por ele mesmo e pelo comissário Gordon – o playboy se vê forçado a encarar o disfarce de homem-morcego quando um misterioso mercenário treinado por Has Al Ghul ameaça a segurança de Gothan.
O segundo pela brilhante loucura que Cristopher Nolan fez na telona. Se aquilo não é a expressão máxima de empreendedorismo, eu sinceramente não sei o que é!
Eu sempre fui fã do Batman. Quando criança tive de aniversário a fantasia de carnaval do Batman.
Personagens obscuros, como Bruce Wayne e Wolwerine sempre me chamaram atenção. O conflito interno do amor – empreendedorismo – com a dor da perda, com a solidão, com os calos da vida, fazem esses personagens serem ricos de um fervor e uma paixão intensa sobre aquilo que eles realmente acreditam.
A escuridão é o seu cenário de empreendedorismo.
Nesse novo filme, Batman enfrenta um adversário que, além de ter sido treinado pelo mesmo grupo que o treinou há anos atrás, enfrenta um adversário que não foi criado nas trevas, mas sim que nasceu das trevas.
Com isso, o cenário obscuro que o Batman utiliza para amedrontar suas vítimas, simplesmente não faz efeito contra Bane, que foi criado dentro de uma prisão e, como tal aprendeu muito das trevas, dominando-a melhor ainda do que Bruce Wayne.
Até então, as trevas pareciam o habitat natural do Batman. Era lá que o lado empreendedor do homem-morcego acontecia. Ele conhecia as artimanhas das trevas, sabia iludir os adversários e, utilizava, por isso, o medo, o pavor e a escuridão ao seu favor.
Agora, contra Bane seu principal diferencial competitivo não funciona. Bane conhece mais as trevas do que Bruce e, logo na primeira cena de luta entre Batman e Bane, o brutamontes quebra as costas de Bruce Wayne, condendo-o à tortura de ver Gothan sucumbir.
Mas então, o filme acaba logo no começo.
Sim e não.
Nesse momento, ele acaba de cair de vez. O empreendedorismo de Bruce Wayne morre. Resta apenas o amor por Gothan e, o prazer de Bane fazer com que Bruce sofra assistindo a sua cidade sucumbir.
E o pior é que, vai chegando um momento em que pensamos que ele vai conseguir.
Mais uma vez, Bruce precisa mostrar que é um verdadeiro empreendedor e não se dar por vencido. Precisa usar o fundo do poço como mola propulsora para atingir novamente o topo.
E aqui, o termo fundo do poço vem bem a calhar. O lugar aonde Bane aprisiona Bruce é realmente uma prisão dentro de um poço. O Batman, mais uma vez vai ter que se recuperar depois de ter caído no fundo do poço.
E aí, que ao meu ver vem a grande lição de empreendedorismo de Batman.
Como todos devem saber, o filme começa oito anos após a morte de Harvey Dent, que se transformou em herói e, a lei que leva seu nome aprisionou mais de mil presos na prisão de Blackgate.
A população não precisa mais do Batman. Além de Gothan estar pacificada, Dent é um exemplo de luta contra o crime, por ter dado a vida pela cidade.
Mas, quando a fama de Bane começa a chegar à cidade, as pessoas começam a se lembrar do Batman. Principalmente depois que o comissário Gordon é gravemente ferido ao escapar das garras de Bane.
As pessoas – com destaque para o jovem policial Blake – se dão conta de que precisam do Batman e, Bruce começa a tentar se recuperar depois de oito anos de inatividade para vestir o manto sagrado do homem morcego.
E, por incrível que pareça, a grande lição de empreendedorismo de Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge é durante a recuperação de Batman, com as costas quebradas.
O sumiço de Batman faz com que o senso de justiça comece a contaminar algumas pessoas. Na ausência de Batman, Blake, comissário Gordon e Fox, fazem o possível para despertar o sentimento de amor das pessoas pela cidade para que ela lute contra Bane.
É a ausência de Batman a causa que une as pessoas para lutarem por Gothan.
O legado de empreendedorismo de Batman é a sua ausência.
Sim. Quando ele some, sem que ninguém saiba se, vivo ou morto, se fugido ou capturado, ele passa a ser a paixão que motiva as pessoas de bem da cidade a seguir em frente.
A causa do Batman, de proteger Gothan do mau acaba motivando outras pessoas a fazerem o que for preciso pelo bem da cidade que amam. O Batman não da certo na sua luta contra o mal.
Ele está sumido, morto, ferido, fugido ou desaparecido. Ninguém sabe.
Mas ele está preso. Está preso no fundo do poço aonde sua maior coragem acaba sendo seu maior bloqueio. Wayne não tem medo da morte.
E, quando não se tem medo da morte, fica muito mais difícil de se celebrar a vida.
A grande sacada de Cristopher Nolan está na maneira com que Batman ressurge: aprendendo a recuperar o medo da morte. Estar preparado para a morte não te torna o mais corajoso dos seres, mas sim o mais desapegado deles.
E, quando Bruce vê Gothan caindo de joelhos para as trevas de Bane, para o caos, ele entende que é mais importante voltar e ajudar a liderar a revolução do povo da sua cidade contra o terrorismo.
Eu sempre disse que empreendedorismo é sobre paixão e propósito. Aquelas coisas que sempre fazem com que nós demos a volta por cima e seja capaz de renascer das cinzas cada dia mais fortes e determinados.
Bruce Wayne começa o filme recluso em sua mansão, remoendo a morte de Rachel, seu grande amor. Sem seu amor, e sem o Batman seus motivos para continuar a ter vontade de viver acabam.
E, quando Bane da uma surra no Batman, ele vê que mesmo tendo sofrido, tendo dado a volta por cima, ainda era preciso lavar a alma.
Era preciso mostrar que no final das contas, o empreendedorismo vai sempre fazer as pessoas agirem. Por amor, pela crença de que uma vida melhor é possível e SIM, por vingança, por que não?
Nolan destaca nesse filme que, muito mais importante do que o personagem Batman que Bruce encara é o espírito Batman, a ideologia do personagem que faz com que todos ainda tenham esperança, de que o bem acredite que ainda é possível triunfar e que, o mal, mesmo depois de quase ter aleijado o homem-morcego, estremeça ao ver o símbolo do morcego flamejando diante do fogo da fênix, que ressurge das cinzas, do posso, da morte, do inferno.
E no final, Bane se mostra apenas mais um vilão. Apenas um obstáculo necessário, que apagou a poderosa Thalia Al Ghul, que estava por trás de tudo fazendo as coisas acontecer para que o plano do seu fracassado pai pudesse dar certo.
O problema é que o plano já tinha fracassado antes. Agora, com o espírito do Batman contagiando toda Gothan, seria impossível dele dar certo.
Sim. O grande herói desse filme é o espírito do homem-morcego. O espírito de luta, de submissão à cidade a ponto de deixar se sucumbir para o bem maior. E, por conta desse espírito de justiça, de amor, de empreendedorismo, os grandes heróis desse filme são as pessoas comuns que, fazem muito mais do que o necessário para retomar Gothan de Bane.
Sim. O herói é aquele que tem o amor dentro de si. E, independente de obscuro, de contraditório, de perturbador ou não, é justamente esse espírito, esse ideal que une as pessoas em prol de um bem maior: a liberdade.
A grande verdade é que o Batman não existe.
Nós não nos deparamos com sinais luminosos em formato de morcego à noite. Nós não vemos ninguém capturando mercenários que queriam soltar uma bomba atômica na cidade. Nós não vemos um super carro no estilo tanque de guerra protegendo as nossas ruas.
Mas somos todos, guiados por um espírito de justiça e de bem maior. Um espírito de amor e propósito infinitos que pode nos fazer tirar a bunda da cadeira e lutar por dias melhores.
O nome desse espírito é empreendedorismo. Um espírito que não nos deixa amoecer quando o peso do mundo inteiro cai sobre nossas costas.
Ou, pode ser que o nome desse espírito seja Batman.
Se existe uma verdade sobre o Batman é que ele é aquele nosso pedaço obscuro, que da vontade de gargalhar quando um político corrupto morre, ou quando um estuprador é encontrado enforcado dentro da sua cela.
É esse mesmo espírito que nos faz levantar todas as noites e, quando vemos uma notícia no jornal sobre roubo, corrupção e morte, querer explodir Brasília sem pensar duas vezes.
Sim, eu também sou obscuro. E tenho medo do meu lado Batman.
Mas é justamente esse lado que move o meu eu Bruce Wayne, que me faz vestir uma máscara – como bem disse Blake durante o filme – e aprender a rir e fingir que não me importo, enquanto mentalmente estou matando algumas pessoas todos os dias.
Não. Eu não sou normal. Ainda bem.
Até porque, a loucura é a única coisa realmente sã que temos.
E é justamente esse lado Batman, negro, justiceiro e cheio de empreendedorismo o responsável por inundar nossos corpos de resiliência para termos energia e vontade de mudar o mundo quando acordamos pela manhã.
Portanto, por favor, abra passagem para o empreendedorismo.
Ficha Técnica:
Título Original: The Dark Knight Rises.
Lançamento: 2012 (EUA).
Diretor: Cristopher Nolan.
Duração: 165 min.
Gênero: Ação.
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Enrico Cardoso
Blogueiro e escritor. Mercadólogo, especialista em contar histórias. Apaixonado por marketing & vendas, focado emempreendedorismo e inovação.
E-mail do Enrico: editor@cinebusiness.blog.br
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Twitter do Enrico: @enricocardozo
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