Reinventar é coisa de artista!

by     5 Comments    Posted under: Inovação

Inicialmente chato, longo, sem som, “antigo” e em preto e branco. Essa é a imagem inicial de O Artista, produção que mistura romance, comédia e drama, bem ao estilo do cinema mudo, nos idos de 1927.

Quem se aventurou assistir os 100 minutos do filme dirigido por Michel Hazanavicius teve que superar corajosamente as opiniões iniciais da crítica e dos veículos de imprensa especializada em cinema, que diziam que o nosso mundo moderno não aceitaria um filme sem som, sem cores e sem tramas explosivas.

Eu fui mais corajoso e não me arrependi! Pelo contrário, me deleitei como há muito tempo não fazia, ao assistir um filme indicado ao Oscar. Na verdade, a fita francesa foi indicada para 10 estatuetas do prêmio e conquistou as principais categorias (Melhor Filme, Melhor Ator Principal, Melhor Diretor, Melhor Trilha Sonora e Melhor Figurino), tornando-se o filme destaque da 84ª Edição da Academia Cinematográfica.

O Artista conseguiu mostrar que o cinema também se reinventa em busca da retomada de seus apelos comerciais.

Ora, afinal nem só de 3D, de corpos desnudos, de vampiros, sabres de luz, de pirotecnias ensandecidas e de maravilhsos e espetaculares (e caríssimos) efeitos visuais vive o cinema atual.

Tudo bem que não veremos espinhentas fãs gritando o nome dos atores e nem tampouco revistas masculinas explorando capas com a atriz principal desse filme.

A trama de O Artista traz para a cena o grande e sinistro drama da indústria da Sétima Arte de quase 100 anos atrás, quando enfrentava uma transição tecnológica muito parecida com os momentos atuais (coincidência ou “a arte imita a vida, que imita a arte que imita a vida”?). No ano de 1927, o “ator” George Valentin (interpretado pelo ator de verdade Jean Dujardin – Oscar 2012 de Melhor Ator Principal) está no auge de sua carreira no cinema mudo. Ele é o mais bem-sucedido ator de Hollywood tendo sempre ao lado o seu cachorro Jack (interpretado pelo artista canino Uggy, vencedor da Coleira de Ouro 2012).

Na estreia de seu novo sucesso sem cores e sem sons, mas recheado de muitas caras e bocas, George Valentin acaba lançando acidentalmente Peppy Miller (interpretada pela atriz Bérenice Bejo), sua fã que sonhava entrar no mundo do cinema. Peppy, embalada pela forcinha acidental criada por Valentin, aproveita todas as oportunidades para se tornar atriz e vai conquistando vários papéis como figurante, até chegar rapidamente ao ponto de ser convidada para participar de um filme “falado”.

O Artista - CINEBusiness | Cinema e cultura com um toque de empreendedorismo

Ela não tem medo de REINVENTAR!

Como todo bom filme que mistura as emoções, os dramas e romances, a mocinha se empenha para ajudar seu ídolo, devolvendo-lhe o brilho e o glamour que outrora lhe conquistara. E isso se torna cada vez mais difícil diante da insistente relutância orgulhosa do decadente Valentin.

Mas tal qual o ditado “água mole em pedra dura, tanto bate até que molha tudo”, o nosso galã quase centenário finalmente dá o braço… (eu escrevi o BRAÇO),  à torcer e cai no samba com a mocinha Peppy.  A cena final é impressionante e deixa todos encantados com o sapateado à La “Dançando na Chuva”.

Em tempo, os dois protagonistas ensaiaram a sequência de dança clímax por cinco meses.

Pode-se dizer com toda a clareza, que o diretor Hazanavicius não teve sua maior dificuldade em renunciar os avanços da tecnologia, mas sim em reencontrar a história, a essência, os personagens. E nisso ele obteve todo o sucesso. Ele conseguiu trazer para os espectadores o retorno da magia do cinema, provando que os personagens não envelhecem e que mesmo durante as crises, ainda podem nos encantar e nos inspirar.

O Artista deixa claro e explícito o fascínio pelo passado, mesmo mostrando que em determinados momentos da vida de todos, o mundo acaba sendo muito mais rápido que o indivíduo e que aquele que não estiver preparado e disposto a se reinventar, vai sucumbir e corre o sério risco de desaparecer. Os dinossauros são exemplos clássicos, inclusive de um tempo que nem cinema existia!!

Charles Darwin já dizia que “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. Em O Artista, eu consigo enxergar os profissionais, principalmente àqueles das áreas comerciais, que teimam em resistir aos novos momentos que o mundo corporativo apresenta.

O ser humano naturalmente tem medo daquilo que não conhece e ainda não domina. Medo e orgulho são sentimentos que não podem impedir o profissional de ser um ARTISTA. Se REINVENTAR hoje, dentro de suas tarefas, profissões, empresas e, principalmente, dentro de seus mercados, é essencial e uma questão de sobrevivência da espécie e de vida.

O Artista - CINEBusiness | Cinema e cultura com um toque de empreendedorismo

Abram espaço para o novo em suas vidas e em suas profissões.

Vejam as coisas de forma diferentes, adaptem-se às novidades… sejamos combustíveis da verdadeira inovação, que não é tecnológica e nem de estruturas, mas sim de conhecimento do homem, de seu cérebro, de suas emoções,  de seus desejos e de seus conceitos.

O profissional ARTISTA estuda o cliente, o produto, enfrenta suas fraquezas e fortalece suas VANTAGENS COMPETITIVAS. O ARTISTA PROFISSIONAL se reinventa e assume a neurociência como método para entrar na mente de seu consumidor e de seu mercado. Ele é especialista em comunicação e em se comunicar com o público. Ele é especialista em estabelecer relações cognitivas e novos relacionamentos durante as 24 horas de seu dia. Ele pratica networking ininterruptamente. Ele faz o rapport a cada novo encontro. Ele fortalece suas relações e se torna referência em seu segmento.

O verdadeiro ARTISTA se REINVENTA e assume uma postura muito mais presente, utilizando as novidades do mundo como método e ferramenta para ser e estar mais presente de seu público. O profissional reinventado, seja do segmento que for, usa as redes sociais para aumentar seu território e estar cada vez mais próximo de seus amigos, de seus fãs, de seus clientes, parceiros e de seus prospects.

Resistir e ser orgulhoso neste novo cenário é insensato e no mínimo uma “burra” tentativa desnecessária para evitar o inevitável.

Reinventar é estar ligado no novo. É ser agradável, interessante, inovador, é ser desejável sob o ponto de vista do consumo… mesmo que para isso tenhamos que trazer novamente o cinema mudo e em preto e branco a fim de destacar o nosso papel de profissionais de sucesso. Ou simplesmente para realçar que podemos ser os qualificados agentes dessa inovadora forma para chamarmos a atenção de nosso mercado, provando que somos os melhores e que podemos fazer muito mais e muito melhor.

A chance de se #reinventar está com você… vai encarar?

Profissionais de todo o mundo… desejosos por reinvenções…

…uni-vos!!

Um gigantesco abraço desse quarentão que se #reinventa diariamente e que está à disposição no facebook, no twitter e mensalmente aqui no CINEBusiness!

@emirpinho.

O Artista - CINEBusiness | Cinema e cultura com um toque de empreendedorismoFicha Técnica:

Título Original: The Artist

Lançamento: 2012 (EUA)

Direção: Michel Hazanavicius

Duração: 100 min

Gênero: Romance

______________________________________________________________________________________

Emir Pinho

Um eterno Homem de Vendas, adepto e praticante dos princípios e conceitos de reinvenção diária, palestrante, motivador, sempre ligadão em 440V.

E-mail do Emir: emir@consultordeseguranca.com.br
Facebook do Emir: http://www.facebook.com/emirpinho
Twitter do Emir: @emirpinho

Pesquisas que levaram até esse artigo:

Comentários no Facebook

UA-7631679-3